CADEIRA 19
PATRONO: Tonico Braga
MEMBRO FUNDADOR : Demósthenes Braga
MEMBRO SUCESSOR - Maria Raimunda
Biografia do Membro Fundador
![]() DEMÓSTHENES BRAGA SOBRINHO, romancista, nasceu em Bacabal-MA em 06 de junho de 1936. Dedicou-se por muito tempo à fotografia; criou em Bacabal o 1º Guia Comercial de Telefonia, e dava palestra ocasionalmente aos alcoólicos anônimos. Chegou a candidatar-se a vereador em Pio XII em 1986. Tomou posse na Academia Bacabalense de Letras a 24 de março de 2002, expressando com palavras sua imensa satisfação em pertencer a partir daquele dia, à Instituição cultural de escritores reunidos de Bacabal que deram origem a ABL.Só que, não sabia ele, e nem nós que, em setembro do mesmo ano o recém-empossado companheiro iria passar para o outro lado do mistério deixando-nos como marca viva de sua existência literária o seu Bacurau... Na ABL, ocupou a cadeira nº 19, patroneada por Tonico Braga. O Bacurau canta assim: “Amanhã eu vou... amanhã eu vou...” única obra organizada que o saudoso Demósthenes nos deixou, é um misto de denúncia e contemplação do regionalismo interiorano maranhense, onde a seriedade, o drama e o suspense bem distribuído e explorado em sua obra romântica, sedem harmoniosamente lugar a passagens de humor e descontração, garantindo .assim ao leitor uma viagem sem enfado. Nas páginas a seguir dispus, a pedido da família do autor e da ABL, quatro fragmentos de O Bacurau..., gotinhas apenas desse rio caudaloso, para atiçar-lhes a sede.
FRAGMENTO DE O BACURAU...
2º fragmento
Fim de tarde...o vento pára de soprar, e o calor aumenta, refletido de volta à terra pelas nuvens baixas. É o anoitecer!...O sol vermelho espalha rajas pelo céu. Parece que o mundo inteiro se incendeia, e o dia morre rapidamente. As árvores não movem uma folha, e os pássaros não cantam. De longe, vem o som ritmado do pilão descascando o arroz; de aboios conduzindo as reses ao curral; de palavras incompletas de mulheres e crianças, como fantasmas sonoros bailando no ar. Some no horizonte a última curva do sol, então o dia se apaga, e a noite começa sem crepúsculo, como num passe de mágica. As lamparinas bruxuleiam nos casebres; o molho de pimenta abre o apetite dos homens para comer o arroz branco com caldo quente de peixe servidos pelas mulheres em pratos fundos sobre a mesa descoberta. Essa era a hora agoniada: os homens comem enquanto as mulheres servem; as crianças choram e os cachorros são escorraçados. Terminado o jantar, os homens espalitam os dentes ou o que resta deles com a palha da casa. As mulheres então refazem o jantar com o que sobrou, comem com as crianças e jogam os restos para os cachorros. Tudo iluminado pelas chamas dançantes das lamparinas. |
Biografia da Membro Sucessora
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MARIA RAIMUNDA LOPES COSTA, nasceu em Olho D’Água das Cunhas-MA, em 21 de julho de 1959, onde aprendeu as primeiras letras, filha de Sérgio Aquino Costa e Raimunda Lopes Costa. Viveu sua infância na cidade onde nasceu e posteriormente mudou-se para a cidade de Bacabal-MA, com o objetivo de continuar seus estudos, ingressou no Colégio Bandeirante, onde cursou o antigo Ginásio e no Colégio Nossa Senhora dos Anjos onde cursou o Ensino Médio. Cursou Pedagogia na Universidade Federal do Maranhão – UFMA, e fez pós graduação em “Metodologia do Ensino Superior” Professora da rede municipal de ensino, presta serviço ao município de Bacabal, evangélica e membra da Assembléia de Deus da mesma cidade. Participou de vários concursos e competições literárias, recebendo medalhas em algumas ocasiões. No C.E. Campos Sousa, no mural “Cantinho Poético”, vem estimulando a criatividade e produção literária dos alunos. Lançou seu primeiro livro – Poesia na Escola – em 2007. Tem como objetivo de vida escrever, pois é através deste instrumento que faz a leitura do mundo, tendo uma fonte de inspiração inesgotável a escola e a comunidade na qual ela está inserida. ALGUMAS OBRAS INQUIETAÇÃO
Amo essa inquietação Que te habita, Essa liberdade que desfrutas...
Amo o espaço que ocupas O teu vôo sem limites. Amo essa despreocupação, Essa espontaneidade Que lhe faz livre...
Amo a tua maneira de Exteriorizar-se Nessa linguagem tão musical, Tão tua...
Amo essa elegância, Arrogância Que te faz especial, Nesse seu andar apressado E inseguro, No teu vôo livre e perfeito... |